CAPÍTULO 3: “O segredo é gostar daquilo que faz”

Por Bruna Binda, estagiária de jornalismo

“Seguindo a comunidade São Francisco você vai chegar no pé de galinha, vire à direita sentido Monte Belo, é a próxima casa depois da igreja”. Foi o que Adair Anghinoni disse pouco antes da entrevista. Cheguei depois de 38 minutos pois eram 17 quilômetros longe do centro de Xaxim.

Foi em um domingo de manhã, próximo ao meio dia. O tempo estava nublado porque havia chovido durante a semana O calçamento estava embarrado, havia bastante pedras no caminho, mas nada que me impedisse de chegar na casa do maior produtor de suínos da cidade.

Cheguei perto das 10 horas, Adair olhou pela janela, estranhou o carro e saiu para fora. Me apresentei, ele sorriu. Me levou até a porta da casa para conhecer a sua família.

Lá estava a sua mãe Dona Assunta, sua esposa Jardinete e seus dois filhos, Vinícius e Victor. Após as apresentações Adair pediu se e gostaria de saber o funcionamento dos chiqueiros.

Retrato da família Anghinoni

A propriedade é grande, são três granjas com 1000 animais por lote. Para cuidar deles todos os dias o trabalho é totalmente familiar. Adair tem ajuda da esposa e de equipamentos automatizados que ajudam a tornar a sua rotina menos complexa. Foram 250 mil reais de investimento para dar maior qualidade, cuidado e conforto aos animais.

Propriedade da família Anghinoni

Porém nem sempre foram somente flores na vida da família Anghinoni. No início da atividade de suinocultura ele e a esposa passaram bastante dificuldades devido a pesada mão de obra e crises financeiras da profissão. Naquela época as granjas não eram mecanizadas e o que os dois conseguem fazer hoje com uma certa facilidade, precisavam fazer todos os passos manualmente. “O segredo dessa atividade é gostar daquilo que faz. Se não tiver amor e não gostar do trabalho a pessoa não vai a lugar algum, a gente teve amor e teve garra, por isso alcançamos nossos objetivos” conta Adair.

Quando os animais chegam nas granjas de Anghinoni eles já passaram por outros cuidados, primeiro com um cuidador que trata os animais até atingirem 8 quilos, e depois os mesmos animais são levados para a creche, lá eles são vacinados e tratados até atingir 23 quilos. Depois desses processos, os porcos vêm para os cuidados de Adair, até atingir pelo menos 120 quilos.

Os animais sempre são tratados com uma alimentação saudável e suficiente, água potável, com uma instalação com espaço confortável e segura. Além de um ambiente que possui a temperatura ideal.

Entre estes cuidados específicos, Adair destaca que ele limpa as instalações dos animais duas vezes por dia e alimenta eles quatro vezes. Além de tratar e cuidar da vacinação. “Eu ou minha esposa fazemos questão de passar, na hora do tratamento, em cada baia para ver se todos estão comendo e se estão bem. Caso precisem de algum cuidado específico ligamos para o veterinário“.

Produção de suinocultura da família Anghinoni

Adair é natural de Xaxim e sua esposa de Santa Izabel do Oeste no Paraná. Os dois se conheceram, como diz Adair, por acaso. “Como na época ela tinha parentes que viviam em Xaxim, veio passear e nos conhecemos, começamos a namorar e depois casamos, logo em seguida ela se mudou definitivamente para Xaxim”, conta.

Hoje eles têm dois filhos, Vinicius de 9 e Victor de 7 anos. Com os quatro também mora a mãe de Adair, a Dona Assunta que com seus 75 anos ajuda a cuidar da casa e dos netos para que o filho e a nora cuidem dos afazeres diários da propriedade..

São 24 anos na suinocultura, agora o desejo do casal é que profissão perdure na família. “O mais novo mostra mais interesse, mas quero que ao menos um dos meus filhos dê continuidade os meus passos”, finaliza.

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