Zuckerberg perde mais de R$ 38 bilhões durante pane em WhatsApp, Facebook e Instagram

Durante a pane que afetou os serviços do WhatsApp, Facebook e Instagram, nesta segunda-feira (04), o empresário Mark Zuckerberg, dono do grupo FacebookInc. — responsável pelos dispositivos — teve uma perda estimada de quase US$ 7 bilhões (R$ 38,1 bilhões) em sua fortuna pessoal.

A queda nos serviços, que durou cerca de seis horas, fez com que as ações do Facebook na bolsa de valores também caíssem. Embora outras empresas de tecnologia também tenham visto o movimento, a retração do Facebook foi maior.

A rede social chegou a ter queda de 5,3%, mas fechou o dia com redução de 4,89%, a maior desde novembro do ano passado. Depois do pregão, a ação da empresa subia 0,33% no mercado after hours em Nova York, às 20h43 (de Brasília).

A queda ocorre numa onda de retração das ações de empresas de tecnologia. Entretanto, a rede de Zuckerberg ficou abaixo do patamar das concorrentes, que viram reduções no valor dos papeis de 2,8%. O papel do Facebook terminou o dia valendo 326,23 dólares (R$ 1.781,64).

Após as ações bateram os maiores valores da história do Facebook, em meados de setembro, Zuckerberg começou a enfrentar uma queda que já chega a 15%. Em termos de fortuna, o empresário perdeu aproximadamente 19 bilhões de dólares (R$ 103,6 bilhões) nos últimos dias.

Para piorar a vida de Zuckerberg, os Estados Unidos ainda encaram internamente uma inflação que tem mexido com o mercado, em especial com as ações de empresas de tecnologia.

Pesquisas do Facebook sobre saúde mental de adolescentes
No momento da pane nos aplicativos da empresa, Antigone Davis, chefe de segurança do Facebook, estava em uma entrevista ao vivo para o canal americano CNBC.

A executiva estava participando de um programa para falar sobre as pesquisas internas da companhia, que foram vazadas ao longo das últimas semanas, e defender os algoritmos que regiam as plataformas.

Desde que o jornal americano Wall Street Journal revelou apresentações de pesquisas do Facebook sobre saúde mental de adolescentes — e como a empresa tinha conhecimento de que seus algoritmos ajudavam em fatores como depressão e ansiedade — a companhia de Zuckerberg tem estado na linha de frente de um escândalo.

No último dia 30, Antigone foi até o senado americano prestar depoimento em uma investigação sobre a proteção de crianças nas redes sociais. Na próxima terça-feira (05), quem vai comparecer à corte é Francis Hauger, ex-funcionária responsável pelo vazamento das pesquisas.

“Problemas técnicos prejudicam a imagem do Facebook, que está especialmente desgastada nessas últimas semanas. Essa queda é um arranhão na imagem do Facebook de superpoderoso da tecnologia, mas não creio que isso vá fazer os produtos do Facebook perderem força. No caso do WhatsApp, por exemplo, as pessoas já usam amplamente o aplicativo no Brasil, até para assuntos de trabalho, e não devem abandoná-lo tão rápido por outra plataforma. Até porque esse problemas similares de instabilidade acontecem com plataformas de todos os tipos, inclusive apps de bancos”, diz Breternitz.

Problemas frequentes podem ter relação com integração de plataformas
Em junho passado, houve uma queda de 10 minutos no WhatsApp e no Instagram. Antes, em março, os dois serviços e o Facebook, também ficaram fora do ar por cerca de 50 minutos.

No ano passado, as últimas instabilidades foram reportadas em julho e setembro. Antes disso, em maio, uma falha centralizada na América Latina impossibilitou a execução de funções básicas como envio de mensagens, comentários e realização de publicações nos três serviços.

Em março de 2020, as redes sociais do grupo chegaram a ficar fora do ar por quase 24 horas depois de mudanças nas configurações dos servidores da companhia.

Com a maior integração entre as três plataformas, é comum que todos os serviços da empresa passem por instabilidade de maneira conjunta.

Entre especialistas, corre a especulação de que parte dos problemas frequentes tem sido causados pelo plano de integração entre WhatsApp, Instagram e Facebook Messenger, que foi anunciado em janeiro de 2019 e que teve início em 30 de setembro de 2020, com a integração do Facebook Messenger e Instagram.

O recurso irá permitir que as pessoas se comuniquem de um mensageiro para o outro, sem trocar de aplicativo.

O Instagram também busca estar mais integrado ao WhatsApp. O aplicativo já testa um botão que levará o usuário diretamente a uma conversa no WhatsApp.

Antes, o Instagram permitia que os usuários conversassem apenas dentro do próprio app, por mensagem direta. Anúncios do Instagram também terão integração com o WhatsApp.

Fonte: Folha Vitória

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